sábado, 3 de julho de 2010

Preço da Romaria da Juventude definido:

R$ 35,00 por pessoa (já com contribuição inclusa)

Pagamento até domingo dia 11/07


quem quiser depositar:

Bradesco
AG: 1382
CC: 0152353 - 8
CPF 325312268-93
Ricardo Freitas de Almeida

Obs: Avisem se depositar.

“Marcha Estadual Contra a Violência e Extermínio de Jovens”.

Dia: 18 de Julho
Local: Guaratingueta (Igreja Frei Galvão)

Saída de Jandira em frente Paróquia Nossa Aparecida (Matriz) as 00:30
Saída de Barueri em frente São João Batista as 00:45

domingo, 20 de junho de 2010

16 - Romaria da Juventude

Oi Gente,


Estamos organizando um ônibus para 16 - Romaria da Juventude(“A juventude quer viver”, )
“Marcha Estadual Contra a Violência e Extermínio de Jovens”.

Dia: 18 de Julho
Local: Guaratinguetá (Igreja Frei Galvão)
Preço: A definir
Saida: Madrugada do dia 18 na Região Barueri (a Definir local exato)

Quem quiser ir, favor enviar um e-mail para: ricardopjbarueri@yahoo.com.br

Mais Informações no site:



quinta-feira, 17 de junho de 2010

Reunião

Neste sábado (19/06) as 16:00 teremos reunião PJRB, na Paróquia Nossa Aparecida Jandira
Aguardamos todos!

Pautas:

Retiro
Trilha
Romaria
Etc..

quarta-feira, 24 de março de 2010

30 anos do martírio de Oscar Romero



24/03/2010 | Fernando Altemeyer Junior *

É preciso reavaliar a pessoa de dom Romero, a trajetória de sua vida, sua coerência pessoal e evangélica e o sentido da morte deste mestre da fé, da verdade e da caridade.

Em 24 de março de 1980 um bispo é assassinado durante o ofertório da missa enquanto celebrava a Eucaristia em memória de dona Sarita Jorge Pinto, com sua família e os doentes de câncer do Hospital da Divina Providência, na capital de El Salvador, na América Central. Seu nome é Oscar Arnulfo Romero y Galdamez.

Com a alteração profunda da conjuntura eclesial, a Igreja Católica não pode esquecer aquele que foi um filho legítimo do Vaticano II, de Medellín e sobretudo das decisões de Puebla. Este grande bispo mártir viu a realidade dura de um povo mergulhado em uma guerra, reconheceu e assumiu seu papel estratégico como pastor de uma Igreja perseguida, e em plena sintonia com a mensagem de Cristo, constituiu-se em paradigma fiel do agir da Igreja feita opção pelos pobres e servidora do Reino de Deus. Suas últimas palavras foram premonitórias: “unamo-nos, pois, intimamente na fé e na esperança a este momento de oração por dona Sarita e por nós”.

Beatificação

Segundo a Agência de Notícias Zenit, a Conferência Episcopal de El Salvador (CEDES) no dia 28 de janeiro de 2010, pediu em carta ao papa Bento XVI a “rápida conclusão” do processo de beatificação do arcebispo Oscar Arnulfo Romero. Em sua primeira reunião anual de 2010, os bispos salvadorenhos decidiram encaminhar o pedido em uma carta endereçada a Bento XVI. “Uma decisão importante” tomada durante a reunião “foi a de encaminhar uma carta ao Santo Padre expressando o interesse de nossos pastores em uma rápida conclusão do processo de beatificação de Dom Romero”, disse dom Gregorio Rosa Chávez, bispo auxiliar de San Salvador. O arcebispo de San Salvador, dom José Luis Escobar anunciou que a Igreja iniciará as celebrações em memória de dom Romero com algumas jornadas de reflexões. O atual arcebispo recomendou também aos salvadorenhos que orassem e promovessem o “culto pessoal”, para favorecer a beatificação de dom Rom ero.

“Gostaria de fazer um apelo à oração”, disse ele. “Quando alguém é beatificado, é porque esta é a vontade de Deus”. Em coletiva à imprensa, o prelado disse que o processo estaria “em fase avançada”. Neste contexto, pediu aos fiéis que “roguem a Deus sob a intercessão de dom Romero”, e que deem seu testemunho de graças, favores e milagres recebidos. O prelado disse esperar que o processo se desenvolva em um ambiente “sereno”, livre da influência de questões políticas e sociais. “Pedimos, em diversas ocasiões, por um extremo respeito à causa de dom Romero”, explicou.

A Comissão para a Verdade, instituída para investigar os crimes políticos cometidos durante a guerra civil salvadorenha (1980-1992), declarou, num relatório divulgado em março de 1993, que o provável mandante do assassinato teria sido Roberto D’Aubuisson, fundador do partido conservador de direita Alianza Republicana Nacionalista (ARENA).

Dom Romero denunciava diariamente as injustiças contra a população e os assassinatos políticos perpetrados pelos “esquadrões da morte” pagos pela elite salvadorenha com o apoio do governo dos Estados Unidos, e pedira na semana anterior à sua morte que os soldados não mais obedecessem às ordens de matar seus irmãos. Esta foi sua sentença de morte.

Testemunhos

Na Conferência de Aparecida, a Igreja Católica não traiu a memória de dom Romero em seu serviço aos pobres. O documento final declarava solenemente: “Comprometemo- nos a trabalhar para que a Igreja latino-americana e do Caribe continue sendo, com maior afinco, companheira de caminho de nossos irmãos mais pobres, inclusive até ao martírio”. Ao testemunhar a fé dos mártires, lembra diretamente pessoas como dom Oscar Romero, e a Igreja que confirma com sangue a fé em Cristo. Esta Igreja sela com sangue o que assinara com a tinta. A missão da Igreja não se cristalizou no passado. Transmitiu o legado e o atualizou cri ativamente. Cultiva as sementes atenta aos novos sinais dos tempos, acompanhando a ‘floresta que cresce’ pela graça de Deus no meio das comunidades dos cristãos. Este era o trabalho diário de Romero. Por isso muitas capelas e centros comunitários já levam seu nome, à espera ansiosa de sua beatificação. É preciso reaprender as lições de Romero e buscar proclamar sua profecia. É preciso reatar sempre o casamento entre a Igreja e os pobres.

Se pudéssemos classificar as testemunhas recentes diríamos que temos: os santos que assumiram a boa-notícia em sua vida (gente como dom Hélder Pessoa Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida, dom Ivo Lorscheider e nosso querido intelectual Alceu de Amoroso Lima); os leigos mártires (gente como Verino Sossai, de Nova Venécia, Francisco, de Pancas, Purinha, de Linhares, Santo Dias da Silva, de São Paulo, Paulo Vinhas, de Vitória e, centenas de mulheres e homens cristãos, do mundo rural e urbano); os sacerdotes e bispos profetas e mártires (citamos dom Enrique Angel elli e dom Oscar Romero), e enfim, as religiosas que misturaram seu sangue ao da terra que tanto amaram e a Deus que quiseram servir até o fim (lembramos Dorothy Hazel, Ita Ford, Jean Donovan, Maura Clarke, Adelaide Molinari, Cleusa, e recentemente Dorothy Stang, entre dezenas de mulheres consagradas) .

Toda obra espiritual procede da missão e não da função. O lema de dom Romero bem o exemplifica: Sentir com a Igreja. Quanto mais nos aproximarmos dos pobres e de Deus, tanto mais fecundos seremos. Esta foi a lição e a pregação de dom Romero. Quanto mais pobres, mais ricos. Quanto menos, mais. Quanto mais desafios assumirmos na Igreja dos pobres, mais esperança teremos e seremos. Quanto mais esperança, mais desafios devemos assumir. Os pedaços de pão que um homem oferece a outro são sacramentos de comunhão. Como disse Simone Weil em seu livro Attente de Dieu: “No amor verdadeiro, não somos nós que amamos os sofredores em Deus, mas é Deus em nós quem ama os sofredores. Aquele que dá pão a um esfaimado pelo amor de Deus não será agraciado pelo Cristo. Ele já terá recebido seu salário por esse seu pensamento. O Cristo agradece àqueles que não sabem a quem eles dão de comer” (p.111). Servir a Cristo sem saber que estamos diante d’Ele. Sem medalhas, nem comendas. Servir pelo amor gratuito e generoso de Deus ao povo por Ele amado. Assim viveu o arcebispo de San Salvador, como Bom Pastor. Por esta causa fundamental morreu, e por este testemunho fiel será lembrado como fiel servo do Cristo Salvador.


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A Igreja Católica em todo o continente da América Latina possui 425.599.389 milhões de fiéis, reunidos em 800 dioceses, 31.530 paróquias, 104.331 centros de evangelização, coordenados por 1.201 bispos, 66.684 sacerdotes, 10.302 diáconos permanentes, 5.484 irmãos, 129.813 irmãs e 1.350.495 catequistas.

A Igreja de El Salvador que sempre foi a razão de ser de toda a vida de dom Romero é bem pequenina, mas, muito vigorosa em sua fé e sua fidelidade a Cristo Salvador. Ela é composta por 5.029.704 de católicos (79,87%), nove circunscrições eclesiásticas, 12 bispos, 765 sacerdotes, dois diáconos permanentes, 70 irmãos, 1.632 irmãs e 7.534 catequistas, que se reúnem em 828 centros de pastoral.


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* Fernando Altemeyer Junior é teólogo, doutor em ciências sociais, professor nas Faculdades Claretianas, na UNISAL, na EDT e na PUC-SP.

Este artigo foi publicado na edição Novembro 2009 da revista Missões.

Fonte: Revista Missões

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Economia centrada na vida




Frei Betto
Escritor, é autor de Calendário do poder (Rocco), entre outros livros


O tema da Campanha da Fraternidade 2010, promovida pela CNBB e o Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil), é Economia e Vida. Lançada na quarta-feira de cinzas, a campanha tem como lema o versículo do evangelho de Mateus: “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro” (6, 24).

Em plena crise do sistema capitalista, que ameaça as finanças de vários países, o tema escolhido por bispos e pastores cristãos é de suma atualidade no ano em que os eleitores brasileiros deverão escolher os novos governantes. A economia, palavra que deriva do grego oikos+nomos, “administração da casa”, não deveria ser encarada pela ótica da maximização do lucro, mas pelo bem-estar da coletividade.

A Campanha da Fraternidade objetiva sensibilizar a sociedade sobre o valor sagrado de cada pessoa que a constitui; criticar o consumismo e superar o individualismo; enfatizar a relação entre fé e vida mediante a prática da justiça; ampliar a democracia firmada em metas de sustentabilidade.

Isso significa “denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise, em primeiro lugar, ao lucro, sem se importar com a desigualdade, a miséria, a fome e a morte; educar para a prática de uma economia de solidariedade; conclamar igrejas, religiões e sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça”.

O documento reconhece que “um bom número de brasileiros, na última década, saiu do estado convencionalmente definido de pobreza, mas o Brasil confirma hoje a realidade de enorme desigualdade na distribuição de renda e elevados níveis de pobreza. Segundo o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, em 2007 existiam no Brasil 10,7 milhões de indigentes (ou seja, famintos), e 46,3 milhões de pobres (ou seja, sem acesso às necessidades básicas: alimentação, habitação, vestuário, higiene, saúde, educação, transporte, lazer, entre outras), considerando valor dos bens em cada local pesquisado”.

A parcela da população brasileira que vive em estado classificado, tecnicamente, como de extrema pobreza, continuará a ser indigente, pois não consegue, de modo geral, quebrar esse círculo vicioso a não ser que a sociedade se organize de outro modo, colocando acima dos interesses de mercado o ser humano.

Na raiz da desigualdade social está a concentração de terras rurais em mãos de poucas famílias ou empresas. Cerca de 3% do total das propriedades rurais do Brasil são latifúndios, ou seja, têm mais de 1.000ha e ocupam 57% das terras agriculturáveis — de acordo com o Atlas fundiário do Incra. É como se a área ocupada pelos estados de São Paulo e Paraná, juntos, estivesse em mãos dos 300 maiores proprietários rurais, enquanto 4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera de chão para plantar.

A lógica econômica que predomina na política do governo insiste em elevar os juros para favorecer o mercado financeiro e prejudicar os consumidores. Basta dizer que o governo federal gastou em 2008 com a dívida pública 30,57% do Orçamento da União para irrigar a especulação financeira. E apenas 11,73% com saúde (4,81%), educação (2,57%), assistência social (3,08%), habitação (0,02%), segurança pública (0,59%), organização agrária (0,27%), saneamento (0,05%), urbanismo (0,12%), cultura (0,06%) e gestão ambiental (0,16%).

E, no Brasil, quem mais paga impostos são os pobres, pois os 10% mais pobres da população destinam 32,8% de sua escassa renda ao pagamento de tributos, enquanto os 10% mais ricos apenas 22,7% da renda. A Campanha da Fraternidade convida os fiéis a refletirem sobre a contradição de um sistema econômico prensado entre cidadãos interessados em satisfazer suas necessidades e desejos, e empreendedores e agentes financeiros em busca da maximização do lucro. Uma importante parcela da moderna economia capitalista é meramente virtual, decorre de vultosas movimentações de capital, não gera bens e produtos em benefício da sociedade, serve apenas para o enriquecimento de uns poucos com o fruto da especulação financeira.

O ciclo da moderna economia política fecha-se num mundo autossuficiente, indiferente a qualquer consideração ética sobre a vida humana e a preservação da natureza. A evolução da história e a miséria em que vive grande parte da humanidade põem em questão o rigor e a seriedade dessa ciência e a bondade das políticas econômicas voltadas mais ao crescimento e à acumulação da riqueza do que ao verdadeiro desenvolvimento sustentável.

A CNBB e o Conic propõem a realização de um plebiscito no próximo 7 de setembro — data da Independência do Brasil e Dia do Grito dos Excluídos — em prol do limite de propriedade da terra e em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar. É preciso que haja leis limitando o tamanho das propriedades rurais no Brasil, de modo a evitar latifúndios improdutivos, êxodo rural, trabalho escravo e exploração da mão de obra migrante, como ocorre em canaviais.

O Evangelho, ao contrapor serviço a Deus e ao dinheiro, apela à nossa consciência: as riquezas resultantes da natureza e do trabalho humano se destinam ao bem-estar de toda a humanidade ou à apropriação privada de uns poucos que, nos novos templos chamados bancos, adoram a Mamon, o ídolo que traz felicidade à minoria que se nutre do sofrimento, da miséria e da morte da maioria?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Uma história épica: Irmãs negras



Por Leonardo Boff [Quinta-Feira, 19 de Novembro de 2009 às 11:35hs]
A Casa Grande e a Senzala não foram apenas construções sociais e físicas, dividindo por um lado os brancos, donos do poder e por outro, os negros, feitos escravos. Com a abolição da escravatura exteriormente desapareceram. Mas continuam presentes na mentalidade dos brancos e das elites brasileiras. As hierarquizações, as desigualdades sociais e os preconceitos têm nesta estrutura dualista sua origem e permanente realimentação.

A vida religiosa que se insere neste caldo cultural reproduziu em suas relações internas o mesmo dualismo e as mesmas discriminações. Durante todo o tempo da Colônia os que possuíam "sangue sujo", quer dizer, os que eram negros, indígenas ou mestiços, não podiam ser padres nem religiosos. Além de puro racismo, típico da época, argumentava- se que eles jamais conseguiriam viver a castidade. Esta discriminação foi internalizada nestas populações desumanizadas a ponto de sequer pensarem em ser padres, religiosos ou religiosas.

As consequências perduram até os dias de hoje: a crônica falta de clero autóctone no Brasil. Pelo número de católicos, deveríamos ter pelo menos cem mil padres. Possuímos apenas 17 mil e muitos são ainda são estrangeiros.

Mesmo com a revitalização da Igreja brasileira através do processo de romanização inaugurada no final do século XIX com a vinda de congregações religiosas européias, as pessoas negras ou mestiças continuaram sistematicamente excluídas. Mas houve uma ruptura inauguradora. Em 1928 a Congregação das Missionárias de Jesus Crucificado, fundação genuinamente brasileira, de uma leiga piedosa Maria Villac, apoiada pelo bispo Dom Campos Barreto de Campinas, foi a primeira a abrir a porta de seus conventos a mulheres negras.

Mesmo assim, não escapou da influência da Casa Grande e da Senzala mental: houve a divisão clara entre as oblatas, irmãs negras ou de pouca instrução e as coristas, brancas e com instrução. Até o hábito era diferente, azul e branco para as coristas e preto para a oblatas. A missão destas que constituíam quase a metade da Congregação, era de servir às coristas, acompanhar seus trabalhos e assumir todas as tarefas domésticas de um convento, desde cozinhar, lavar a roupa até manter a horta e cuidar da criação de animais.

Por quarenta anos foi assim, até que se abriu a janela do aggiornamento do Concílio Vaticano II (1962-1965). Aboliram-se as divisões de tarefas, umas nos trabalhos manuais e outras na vida apostólica. Como comentou Dom Odilon, bispo de Santos: "acabou-se a escravidão na Congregação".

Esta história foi recentemente pesquisada e escrita pelas próprias religiosas negras sob a orientação segura do historiador Pe. José Oscar Beozzo com o título: "Tecendo memórias, gestando o futuro: história das Irmãs Negras e Indígenas das Missionárias de Jesus Crucificado" (Paulinas 2009).

Qual é a originalidade deste livro? É mostrar o lento despertar da consciência das irmãs negras, de sua identidade étnica, de seus valores específicos e de sua espiritualidade singular, feito de histórias de vida narradas por irmãs negras, histórias de chorar, tal o nível de discriminação e de humilhação.

Mas o que transparece não é amargura ou espírito de revanche. Ao contrário, é o de resgate da memória de tudo o que se aprendeu nessa penosa caminhada e do lançamento das bases para um futuro mais igualitário e respeitador das diferenças. Elas mostram que a identidade negra não precisa ser trágica, mas foi e pode ser épica: feita de uma sábia resistência e de um desabrochar lento mas seguro de seu próprio caminho de libertação. As religiosas negras emergem como verdadeiras heroínas e muitas delas com sinais inequívocos de santidade. Assim se supera uma visão miserabilista dos negros e negras e se realça sua inventividade, sua capacidade de ter alegria interior que se revela no riso e na festa, na música e na dança.

Esse livro vem preencher uma lacuna na historiografia negra na ótica da vida religiosa. Ele suscita admiração mais que compaixão, vontade de conquista mais do que resignação. Sua leitura nos edifica e nos faz humanamente mais solidários.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Formação Módulo 3


Está chegando o Módulo 3, da nossa formação.

Tema: "Como despertar a participação social no grupo de jovens?"
Quando: Dia 8 de Novembro (este Domingo)
Onde: NSra de todas Graças - JD Belval - Barueri (Próximo a Estação de trêm JD Belval)
Público: Coordenadores de grupos, lideres de paróquia e interessados (ou seja todos)
Rango: Lanche comunitário / Almoço Grátis
Horário: 09:00 as 16:00

Obs: Levar caneca (Não usaremos copos descartáveis)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Formação Módulo 2




Está chegando o Módulo 2, de nossa formação.

Tema: "Como Dinamizar um grupo de jovens?"
Quando: Dia 18 de Outubro (09:00 as 16:00)
Onde: Paróquia Nossa Senhora Medianeira - Cardoso - Itapevi (Próximo a Estação de trêm Cardoso)
Público: Coordenadores de grupos, lideres de paróquia e interessados (rsss todos)
Rango: Lanche comunitário / Almoço Grátis

Obs: Levar caneca (Não usaremos copos descartáveis)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pós - Formação Modulo 1


Domingo aconteceu o primeiro módulo da nossa formação segundo semestre, onde foi trabalhado o tema: “Como cuidar da pessoa no grupo de Jovens.”, assessorado pelo Julio César (Assessor Leigo da PJ - Diocesana), o mesmo utilizou diversos materiais como:

Livro: Um tal Jesus (Fascículo 1)
Livro: Como cuidar da pessoa no grupo de jovens? (Coleção na trilha - CCJ)
Livro: O Pequeno Príncipe
Musicas da Marisa Monte (Em destaque - Vilarejo)
Gráfico do processo de educação na Fé (Livro: Passos na Travessia da Fé – Carmem Lúcia Teixeira)
Vídeo: Juventude Esperança (1991)

Foi um dia especial em um ambiente descontraído, onde novos camaradas, somaram como o pessoal da Paróquia Nossa Senhora das Graças, que já fazia um tempo que não tinha lideranças jovens, a Nossa Senhora da Escada também teve presença significativa, Além da São Francisco de Assis, Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida (Jandira) e Rainha Santa Isabel (Acho que não esqueci ninguém?!!) , Agradecimento a Equipe da Formação (Érika, Cléia, Julio, Priscila e Eu rss), Equipe de Cozinha (Dona Carmelita, Eronides e Cleia)
Ao Pe. Luiz e Cooperativa de Artesanato da São Francisco. E a todos que compareceram.

Obs: Foto Vanessa (RSI).
Ausentes - Zé (Escada), Dona Carmelita, Eronides e Diana que estava tirando a Foto.

O Módulo 2, será realizado na Medianeira (Estação de trem Cardoso) já alinhado com Pe. Roberto (Pároco), dia 18/10/2009, das 09:00 as 16:00, esperamos todos novamente.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pós - 15º Grito dos Excluídos

Por Ricardo

Nesta ultima Segunda-feira (07/09) ocorreu o Grito dos excluídos, estive presente Juntamente com o Fernando (Meu Irmão), Rui, Henrique (Região Santo Antonio), Priscila (Minha Noiva) e Ir. Cristina (Vitápolis). Na cidade de São Paulo teve inicio as 08:00 com Missa na Catedral da Sé, logo após começou a concentração em frente a mesma, de onde partimos em caminhada com destino o Memorial do Ipiranga, no caminho se alternava ao microfone de um carro de som, Representantes dos diversos movimentos e instituições sociais. Na fala do representante da Pastoral juventude o mesmo, destacou nossa luta contra diminuição da Maior Idade Penal e explanou sobre o extermínio da juventude, citando o assassinato do Pe. Gilsey. O ato se encerrou no Ipiranga com muita denúncia e Música, destaque para Grupo Batucada do MST.


Por Glaison

O 15 grito dos excluídos ocorreu dia 7 de setembro de 2009 em aparecida teve varias participações das Pastorais Sociais (Pastoral da Juventude e Pastoral Operária) do MST, outros participantes da CEBs.
Nesse Grito teve como foco gritos como o fora Sarney e contra a Crise, foram relembrados os outros gritos dos anos anteriores, Teve inicio a caminhada no porto de Itaguaçu ate as 8:30, quando deu inicio o ato e terminou com a missa as 10:30.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Formação - Segundo Semestre


Oi Pessoas,

Neste segundo semestre vamos trabalhar um pouco com formações, pois no primeiro foi um momento de olharmos para realidade e avaliar nossas reais necessidades.

Serão três Módulos

E o primeiro é - "Como Cuidar da pessoa no grupo de jovens?"

Quando? 13/09/2009
Onde? Comunidade Sagrado Coração (S. F. Assis - Jandira)
Que horas? 09:00 as 16:00
Publico? Lideres de grupo e interessados
Custo: "Zero" - Traga lanche (comunitário). O almoço e por nossa conta.

Esperamos por vocês!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pós - Romaria



Ontem foi realizada XV Romaria da Juventude do Estado de São Paulo, também dia de encerramento do II Encontro Regional da Pastoral da Juventude (SUL I), dia de muita alegria e vivência da mística Mariana , sobretudo com os olhos jovens e Latino- Americanos, é sempre um momento de partilhar o trabalho com outros amigos de Pastoral e alimentar-se da riqueza de outras experiências. Caminhamos da Praça da Sé até Memorial da América Latina (Barra-Funda), em ritmo de luta, levantando nossas bandeiras pela opção pela vida, enfatizando nossa posição contrária a redução da Maioridade Penal. Por onde passamos, despertamos vários sentimentos nas pessoas e maioria de apoio a nossa luta, alguns apareceram com bandeiras do Brasil nas Janelas, em frente a galeria do Rock, muitos faziam sinal de positivo ou aplaudiam, pois são jovens como nós que sofrem na pele o Extermínio. A Romaria foi encerrada no memorial, onde tivemos apresentações de artísticas e luta.

Fotos:

http://picasaweb.google.com.br/ricardo.pj.barueri

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Final de semana movimentado




No sábado as lideranças da PJ Diocese de Osasco estiveram em São Roque, em um dia de retiro fundamentado na Leitura Orante, um dia muito bom para recarregarmos a energia para trabalho pastoral, o exercício foi baseado na Leitura de “Emaus”, onde tentamos vivenciar toda está mística.

No Domingo foi o noivado desta pessoa que lhe escreve, (Dia Muito feliz né Priscila?).
Ontem tivemos o encontro preparatório para Romaria, na paróquia Nossa Senhora Aparecida, onde desenvolvemos o ponto central da mesma, que é sobre o Extermínio da Juventude; Focando em: Consumismo, Mostrando o porquê somos contra a Diminuição da Maior idade penal e Outros. (Agradecemos a presença do grupo de Jovens Local: JBC, que enriqueceu as nossos debates). Além de fazermos memória de todas as Romarias e Seus temas.

A Romaria é domingo que vem, o inicio é na Sé, nos encontraremos as 06:00 na Estação de Barueri (No ultimo vagão)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Encontro de Afetividade & Sexualidade



Foi realizado no ultimo Domingo (28/06/2009), um encontro com o tema: Afetividade e Sexualidade, pelos jovens da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Jandira. Assessorado pelo Agente da Pastoral Familiar, Andre Luis Kawahala (Orkut http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=6309454414821311364), o mesmo fez uma explanada sobre as relações afetivas que temos hoje, citou textos bíblicos ("..Amar a Deus sobre todas coisas... e ao próximo como a ti mesmo...”) em clima descontraído, usou parábolas para definir as relações entre namorados, onde levou os jovens presentes a refletir sobre seus relacionamentos, neste período da vida cheios descobertas, é muito bom iniciativas como a deste encontro. O mesmo partilhou sobre sua experiência de vida como pai e marido, conversei com jovens após o encontro e maioria avaliou como positivo o Bate Papo. (Dentro do perfil no picasa tem as fotos http://picasaweb.google.com.br/ricardo.pj.barueri)

Segue contato do André:
andrekaw@uol.com.br

sábado, 20 de junho de 2009

Luto


NOTA DAS PASTORAIS DA JUVENTUDE DO BRASIL SOBRE ASSASSINATO DO PE. GISLEY





É com dor e sofrimento que externamos o nosso mais sincero pesar pela tragédia do assassinato do querido Pe. Gisley, assessor do Setor Juventude da CNBB, que há pouco mais de dois anos nos acompanhava na caminhada conjunta das Pastorais da Juventude do Brasil. O Pe. Gisley foi morto na noite de ontem naquilo que as investigações apontam até o momento tratar-se de um latrocínio (roubo seguido de morte).
No último mês de maio, estivemos juntos no nosso Seminário Nacional na cidade de Guararema, SP, discutindo a Campanha contra a violência e o extermínio da juventude e celebrando o quarto ano de ordenação do querido Gisley, que nos falou da alegria de doar a própria vida na causa da juventude.
Nesse momento, quando comunicamos o seu assassinato, fazemos memória de todo o seu empenho na luta pela juventude, de suas palavras corajosas na defesa da vida e, sobretudo, do seu compromisso com a bandeira da justiça e da paz.
Junto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirmamos que, lamentavelmente, Gisley foi vítima da violência que ansiava combater e gritamos com força e coragem que toda a vida tem o mesmo valor, que é urgente enfrentar os grandes debates de segurança pública e que a nossa marcha só se agiganta com a força do seu martírio.
No momento em que iniciamos uma Campanha contra a Violência e o Extermínio de Jovens a notícia da morte de Pe. Gisley, um dos maiores entusiastas desse projeto, nos desafia a avançar para águas mais profundas, a reafirmar que as nossas lágrimas regarão com esperança o chão da dura realidade para sempre sonhar com a utopia de uma sociedade justa e igual, assim como afirmou conosco o Pe. Gisley na Carta das Pastorais da Juventude do Brasil.
A tragédia que se abateu entre nós, das Pastorais da Juventude do Brasil, nos desafia a denunciar a força com que a violência tem ceifado a vida de milhares de jovens em todo o país. No último email que nos enviou, um dia antes de ser assassinado, Pe. Gisley falou do seu entusiasmo com a luta contra o extermínio, e, como um mártir, profetizou: “Agradeço pelo empenho de tantas vozes dispersas até agora! Vamos juntos/as gritar, girar o mundo. Chega de violência e extermínio de Jovens.” Que o seu grito ecoe e que a sua mensagem não seja esquecida.
Unimos-nos a dor de familiares e amigos de Pe. Gsley e rezamos para que o Deus Pai-Mãe da Vida os conforte nesse momento de sofrimento e mostre a paz verdadeira. Desejamos que a memória corajosa desse homem comprometido com a vida e com a juventude nos alimente e dê coragem para continuar a caminhar.
Na inspiração profética da luta em defesa da vida seguimos na luta por pão, poesia e liberdade, esperançosos/as na Ressurreição do Cristo e certos/as de que o novo dia virá.


Sob as bênçãos da Virgem de Guadalupe dos Santos Mártires da América Latina.

Senhor do Bonfim - BA, 16 de junho de 2009

Maria Aparecida Jesus Silva (Cidinha)
Equipe Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil


Felipe da Silva Freitas
Campanha Nacional contra a violência e o extermínio da juventude

sábado, 6 de junho de 2009

Romaria da Juventude - 2009


E Ai galera vamos fazer um bonde no Trêm!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

MASSACRE DE CARAJÁS: 13 ANOS DE IMPUNIDADE




Há 13 anos, um grupo de 19 camponeses sem-terra foi executado pela Polícia Militar do Pará durante uma caminhada que reunia cerca de 1,5 mil pessoas, inclusive crianças, na PA-150 (sentido Belém). A manifestação foi marcada para exigir a desapropriação de terras na região rural de Eldorado dos Carajás para a implantação de um assentamento. Organizados pelo MST, reivindicavam a inclusão da Fazenda Macaxeira no plano de reforma agrária. Ao bloquearem a estrada na altura do Km 36 da PA-150 exigindo um ônibus, foram reprimidos por 200 homens da PM. Mais três trabalhadores que sobreviveram ao massacre morreram depois em decorrência dos ferimentos, elevando para 22 o número de vítimas. Outras 60 pessoas ficaram feridas.

Com tropas vindas nos dois sentidos da rodovia, a PM encurralou os trabalhadores na curva do S, entre Marabá e Parauapebas, e passou a jogar bombas de gás lacrimogêneo e atirar contra os manifestantes. Os trabalhadores reagiram com paus, pedras e ferramentas, como facões e foices. Os soldados não estavam identificados. Além dos mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas. Alguns carregam as sequelas até hoje.

De acordo com a perícia, em muitos casos ocorreram execuções à queima-roupa, com tiros no tórax ou na cabeça. Alguns camponeses foram chacinados a golpes de foice e de facão, quando já estavam feridos ou imobilizados. Hoje, os sobreviventes do massacre vivem no Assentamento 17 de abril, implantado na Fazenda Macaxeira, desapropriada pelo governo. Dos 144 policiais acusados pelo massacre, apenas dois foram condenados. O coronel Mario Pantoja, a 228 anos, e o major José Maria Oliveira, a 144 de prisão. Os dois cumprem pena em liberdade.

terça-feira, 17 de março de 2009

Visitas Grupo JESC e JBC


Neste domingo visitamos 2 grupos de jovens:
O Jesc (Jovens Evangelizando e Servindo a Cristo)paróquia Nossa Senhora da Escada, comunidade Nossa Senhora das Dores que estava trabalhando o segundo encontro da companha da Fraternidade, grupo bem animado, se reúne as 10:00 todos os Domingos.

No fim da tarde participei do encontro do grupo JBC (Jovens Buscando a Cristo) novo grupo da paróquia Nossa Senhora Aparecida, matriz, onde o tema central do encontro era o sentido do nome do mesmo, pois eles estão apenas no segundo encontro, é muito bom ver um novo grupo sendo criada, ainda mas na sua paróquia Mãe.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Visita ao Juvec


Estivemos neste domingo no Grupo de jovens Juvec, da paróquia Rainha Santa Isabel (matriz), onde estava sendo iniciado o tema proposto pela campanha da Fraternidade (Segurança pública) e como o tema já diz, o encontro seguiu a linha que a paz emana da justiça. O grupo se reuúne todos os domingos as 19:30 na Matriz da RSI (Paulista - Barueri), procurar pela Vanessa.