sábado, 12 de dezembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Uma história épica: Irmãs negras

Por Leonardo Boff [Quinta-Feira, 19 de Novembro de 2009 às 11:35hs]
A Casa Grande e a Senzala não foram apenas construções sociais e físicas, dividindo por um lado os brancos, donos do poder e por outro, os negros, feitos escravos. Com a abolição da escravatura exteriormente desapareceram. Mas continuam presentes na mentalidade dos brancos e das elites brasileiras. As hierarquizações, as desigualdades sociais e os preconceitos têm nesta estrutura dualista sua origem e permanente realimentação.
A vida religiosa que se insere neste caldo cultural reproduziu em suas relações internas o mesmo dualismo e as mesmas discriminações. Durante todo o tempo da Colônia os que possuíam "sangue sujo", quer dizer, os que eram negros, indígenas ou mestiços, não podiam ser padres nem religiosos. Além de puro racismo, típico da época, argumentava- se que eles jamais conseguiriam viver a castidade. Esta discriminação foi internalizada nestas populações desumanizadas a ponto de sequer pensarem em ser padres, religiosos ou religiosas.
As consequências perduram até os dias de hoje: a crônica falta de clero autóctone no Brasil. Pelo número de católicos, deveríamos ter pelo menos cem mil padres. Possuímos apenas 17 mil e muitos são ainda são estrangeiros.
Mesmo com a revitalização da Igreja brasileira através do processo de romanização inaugurada no final do século XIX com a vinda de congregações religiosas européias, as pessoas negras ou mestiças continuaram sistematicamente excluídas. Mas houve uma ruptura inauguradora. Em 1928 a Congregação das Missionárias de Jesus Crucificado, fundação genuinamente brasileira, de uma leiga piedosa Maria Villac, apoiada pelo bispo Dom Campos Barreto de Campinas, foi a primeira a abrir a porta de seus conventos a mulheres negras.
Mesmo assim, não escapou da influência da Casa Grande e da Senzala mental: houve a divisão clara entre as oblatas, irmãs negras ou de pouca instrução e as coristas, brancas e com instrução. Até o hábito era diferente, azul e branco para as coristas e preto para a oblatas. A missão destas que constituíam quase a metade da Congregação, era de servir às coristas, acompanhar seus trabalhos e assumir todas as tarefas domésticas de um convento, desde cozinhar, lavar a roupa até manter a horta e cuidar da criação de animais.
Por quarenta anos foi assim, até que se abriu a janela do aggiornamento do Concílio Vaticano II (1962-1965). Aboliram-se as divisões de tarefas, umas nos trabalhos manuais e outras na vida apostólica. Como comentou Dom Odilon, bispo de Santos: "acabou-se a escravidão na Congregação".
Esta história foi recentemente pesquisada e escrita pelas próprias religiosas negras sob a orientação segura do historiador Pe. José Oscar Beozzo com o título: "Tecendo memórias, gestando o futuro: história das Irmãs Negras e Indígenas das Missionárias de Jesus Crucificado" (Paulinas 2009).
Qual é a originalidade deste livro? É mostrar o lento despertar da consciência das irmãs negras, de sua identidade étnica, de seus valores específicos e de sua espiritualidade singular, feito de histórias de vida narradas por irmãs negras, histórias de chorar, tal o nível de discriminação e de humilhação.
Mas o que transparece não é amargura ou espírito de revanche. Ao contrário, é o de resgate da memória de tudo o que se aprendeu nessa penosa caminhada e do lançamento das bases para um futuro mais igualitário e respeitador das diferenças. Elas mostram que a identidade negra não precisa ser trágica, mas foi e pode ser épica: feita de uma sábia resistência e de um desabrochar lento mas seguro de seu próprio caminho de libertação. As religiosas negras emergem como verdadeiras heroínas e muitas delas com sinais inequívocos de santidade. Assim se supera uma visão miserabilista dos negros e negras e se realça sua inventividade, sua capacidade de ter alegria interior que se revela no riso e na festa, na música e na dança.
Esse livro vem preencher uma lacuna na historiografia negra na ótica da vida religiosa. Ele suscita admiração mais que compaixão, vontade de conquista mais do que resignação. Sua leitura nos edifica e nos faz humanamente mais solidários.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Formação Módulo 3

Está chegando o Módulo 3, da nossa formação.
Tema: "Como despertar a participação social no grupo de jovens?"
Quando: Dia 8 de Novembro (este Domingo)
Onde: NSra de todas Graças - JD Belval - Barueri (Próximo a Estação de trêm JD Belval)
Público: Coordenadores de grupos, lideres de paróquia e interessados (ou seja todos)
Rango: Lanche comunitário / Almoço Grátis
Horário: 09:00 as 16:00
Obs: Levar caneca (Não usaremos copos descartáveis)
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Formação Módulo 2

Está chegando o Módulo 2, de nossa formação.
Tema: "Como Dinamizar um grupo de jovens?"
Quando: Dia 18 de Outubro (09:00 as 16:00)
Onde: Paróquia Nossa Senhora Medianeira - Cardoso - Itapevi (Próximo a Estação de trêm Cardoso)
Público: Coordenadores de grupos, lideres de paróquia e interessados (rsss todos)
Rango: Lanche comunitário / Almoço Grátis
Obs: Levar caneca (Não usaremos copos descartáveis)
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Pós - Formação Modulo 1

Domingo aconteceu o primeiro módulo da nossa formação segundo semestre, onde foi trabalhado o tema: “Como cuidar da pessoa no grupo de Jovens.”, assessorado pelo Julio César (Assessor Leigo da PJ - Diocesana), o mesmo utilizou diversos materiais como:
Livro: Um tal Jesus (Fascículo 1)
Livro: Como cuidar da pessoa no grupo de jovens? (Coleção na trilha - CCJ)
Livro: O Pequeno Príncipe
Musicas da Marisa Monte (Em destaque - Vilarejo)
Gráfico do processo de educação na Fé (Livro: Passos na Travessia da Fé – Carmem Lúcia Teixeira)
Vídeo: Juventude Esperança (1991)
Foi um dia especial em um ambiente descontraído, onde novos camaradas, somaram como o pessoal da Paróquia Nossa Senhora das Graças, que já fazia um tempo que não tinha lideranças jovens, a Nossa Senhora da Escada também teve presença significativa, Além da São Francisco de Assis, Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida (Jandira) e Rainha Santa Isabel (Acho que não esqueci ninguém?!!) , Agradecimento a Equipe da Formação (Érika, Cléia, Julio, Priscila e Eu rss), Equipe de Cozinha (Dona Carmelita, Eronides e Cleia)
Ao Pe. Luiz e Cooperativa de Artesanato da São Francisco. E a todos que compareceram.
Obs: Foto Vanessa (RSI).
Ausentes - Zé (Escada), Dona Carmelita, Eronides e Diana que estava tirando a Foto.
O Módulo 2, será realizado na Medianeira (Estação de trem Cardoso) já alinhado com Pe. Roberto (Pároco), dia 18/10/2009, das 09:00 as 16:00, esperamos todos novamente.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Pós - 15º Grito dos Excluídos
Por Ricardo
Nesta ultima Segunda-feira (07/09) ocorreu o Grito dos excluídos, estive presente Juntamente com o Fernando (Meu Irmão), Rui, Henrique (Região Santo Antonio), Priscila (Minha Noiva) e Ir. Cristina (Vitápolis). Na cidade de São Paulo teve inicio as 08:00 com Missa na Catedral da Sé, logo após começou a concentração em frente a mesma, de onde partimos em caminhada com destino o Memorial do Ipiranga, no caminho se alternava ao microfone de um carro de som, Representantes dos diversos movimentos e instituições sociais. Na fala do representante da Pastoral juventude o mesmo, destacou nossa luta contra diminuição da Maior Idade Penal e explanou sobre o extermínio da juventude, citando o assassinato do Pe. Gilsey. O ato se encerrou no Ipiranga com muita denúncia e Música, destaque para Grupo Batucada do MST.
Por Glaison
O 15 grito dos excluídos ocorreu dia 7 de setembro de 2009 em aparecida teve varias participações das Pastorais Sociais (Pastoral da Juventude e Pastoral Operária) do MST, outros participantes da CEBs.
Nesse Grito teve como foco gritos como o fora Sarney e contra a Crise, foram relembrados os outros gritos dos anos anteriores, Teve inicio a caminhada no porto de Itaguaçu ate as 8:30, quando deu inicio o ato e terminou com a missa as 10:30.
Nesta ultima Segunda-feira (07/09) ocorreu o Grito dos excluídos, estive presente Juntamente com o Fernando (Meu Irmão), Rui, Henrique (Região Santo Antonio), Priscila (Minha Noiva) e Ir. Cristina (Vitápolis). Na cidade de São Paulo teve inicio as 08:00 com Missa na Catedral da Sé, logo após começou a concentração em frente a mesma, de onde partimos em caminhada com destino o Memorial do Ipiranga, no caminho se alternava ao microfone de um carro de som, Representantes dos diversos movimentos e instituições sociais. Na fala do representante da Pastoral juventude o mesmo, destacou nossa luta contra diminuição da Maior Idade Penal e explanou sobre o extermínio da juventude, citando o assassinato do Pe. Gilsey. O ato se encerrou no Ipiranga com muita denúncia e Música, destaque para Grupo Batucada do MST.
Por Glaison
O 15 grito dos excluídos ocorreu dia 7 de setembro de 2009 em aparecida teve varias participações das Pastorais Sociais (Pastoral da Juventude e Pastoral Operária) do MST, outros participantes da CEBs.
Nesse Grito teve como foco gritos como o fora Sarney e contra a Crise, foram relembrados os outros gritos dos anos anteriores, Teve inicio a caminhada no porto de Itaguaçu ate as 8:30, quando deu inicio o ato e terminou com a missa as 10:30.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Formação - Segundo Semestre

Oi Pessoas,
Neste segundo semestre vamos trabalhar um pouco com formações, pois no primeiro foi um momento de olharmos para realidade e avaliar nossas reais necessidades.
Serão três Módulos
E o primeiro é - "Como Cuidar da pessoa no grupo de jovens?"
Quando? 13/09/2009
Onde? Comunidade Sagrado Coração (S. F. Assis - Jandira)
Que horas? 09:00 as 16:00
Publico? Lideres de grupo e interessados
Custo: "Zero" - Traga lanche (comunitário). O almoço e por nossa conta.
Esperamos por vocês!!!
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